No seu relatório tornado público hoje, 25, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um abrandamento da economia da China prognosticando um crescimento de 8% em 2012.
Ao abrigo do relatório, segundo o Jornal de Negócios, o FMI aconselhou aos governantes em Pequim a se centrarem nos “riscos internos relacionados com o sector imobiliário, o sistema financeiro e as finanças dos governos locais”, que aumentaram nos últimos anos.
“O crescimento chinês tornou-se cada vez mais dependente dos investimentos, um padrão que vai ser difícil de sustentar”, adverte o FMI que estima que o crescimento económico da China alcance os 8,5% em 2013.
No relatório, o FMI aponta ainda que o yuan (unidade monetária chinesa) segue “moderadamente subvalorizado”, ainda que reconhecendo que a política monetária da segunda maior economia mundial “permite que as taxas de juro sejam mais determinadas pelo mercado”.
A instituição financeira prevê que a economia chinesa sofra um “abrandamento suave” ao crescer este ano 8%, abaixo dos 9,2% do ano passado e das taxas de crescimento do Produto Interno Bruto de dois dígitos dos anos anteriores.
“A economia [chinesa] abrandou em parte como resultado de acções políticas para moderar o crescimento e fazer com que este siga um ritmo mais sustentável”, indica o FMI.
Para 2013, a instituição antevê ligeira melhoria com um crescimento de 8,5%, prognosticando um ‘relaxamento’ da inflação com a taxa a rondar os 3%.
Não obstante às conclusões do relatório, o FMI reconheceu que a China tem sido um importante impulsionador do crescimento a nível mundial ao potenciar a procura em plena crise financeira global.
“O desafio chave para os políticos chineses no futuro será conseguir um abrandamento suave da economia com reformas para um crescimento mais equilibrado e sustentável”, refere o documento do FMI, citado pelo Jornal de Negócios.
