Lusófonos querem língua portuguesa para trabalhos da ONU e organizações regionais económicas

5 de Julho de 2012 em Internacional » Sociedade

Traçar políticas estratégicas para a internacionalização da língua portuguesa nas organizações internacionais é o objectivo dos participantes ao primeiro colóquio internacional denominado “A Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais”, que decorre em Luanda.

Uma das premissas dos debates, que começaram no dia 3 e se estendem até hoje, quinta-feira, 5, é a internacionalização da língua portuguesa, fazendo com que a mesma seja introduzida na Organização das Nações Unidas e  nas organizações económicas regionais, como a SADC, Mercosur, CEAC, UE, CEDEAO e ASEAN.

O director de Acção Cultural da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), Luís Kandjimbo, defendeu que o trabalho de base para que o português seja reconhecido como língua oficial em várias organizações internacionais está bem encaminhado.

De acordo com Luís Kandjimbo, o que se quer é que se saia das acções casuísticas e sejam feitas coisas com alguma articulação, mais sistemáticas.

No entanto, argumentou que o uso do português, tal como o de outras línguas, para que seja de facto efectivo passa por uma série de outras acções, como a capacidade que a organização deve ter para suportar os custos de tradução e interpretação.

Neste sentido, disse que os Estados membros têm de contribuir para que se possa ter suficientes capacidades financeiras no sentido de, ao nível das organizações, ter isso como um serviço.

“Há outros grupos linguísticos que não tendo sido reconhecidos inicialmente como línguas de trabalho em organizações internacionais adquiriram estatuto a partir de negociações que foram feitas e depois com capacidade financeira para suportar este tipo de serviços, entre eles o Árabe, Espanhol e Chinês”, acrescentou.

Foram, ainda, discutidas no colóquio questões como “O contexto político–linguístico das organizações internacionais a língua portuguesa”, “As línguas na ONU: histórico, legislação, práticas e perspectivas”, “O português nas organizações económicas regionais”, “As organizações plurilingues e as relações com outras fonias”, entre outras.

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