Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se a partir de hoje, 28, em Bruxelas, para mais uma cimeira que procura consensos sobre o melhor caminho para fugir de uma Europa em crise, com muitos países devastados pelo desemprego e com as contas desiquilibradas.
O Pacto para o Crescimento é o tema que reúne mais consenso, e que a maioria, incluido o eixo franco-alemão, espera ver aprovado.
Angela Merkel pensa que nesta matéria o conselho já fez um “progresso significativo” e François Holande entende que o conselho terá de decidir.
De acordo com informações avançadas pela rádio TSF, na Inglaterra existem reticências sobre o plano que prevê um reforço do capital do Banco Europeu de investimento em 10 mil milhões de euros, de modo a garantir uma capacidade de empréstimo global de 60 mil milhões, com capacidade para alavancar 180 mil milhões de euros para financiar um projecto em toda a Europa, incluindo nos países mais frágeis como é o caso de Portugal.
Existem ainda algumas respostas que os líderes europeus vão ter de encontrar, por exemplo não se sabe ainda se um montante desta dimensão “será integrado nos orçamentos nacionais, ou se será um fundo próprio”, avança a fonte.
Segundo a agência Lusa, ontem, quarta-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, falou ao telefone com o homólogo francês, François Hollande, da”importância de se prosseguir com os esforços destinados a apoiar o crescimento e a estabilidade na zona euro”.
Sobre a mesma questão Barack Obama manteve contactos, por teleone, com outros líderes europeus, designadamente com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro italiano, Mario Monti.
