O Presidente de Cabo Verde afirmou, ontem, segunda-feira, que a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) tem “feito muito” para o desenvolvimento da cooperação e que foi “precursora na aproximação dos países falantes da língua portuguesa”.
Em visita à sede da UCCLA, o chefe de Estado cabo-verdiano reiterou que “Cabo Verde e Portugal, pela história, pela língua e pelos afectos, estão condenados a ter boas relacções, que, de facto, são muito estreitas”, disse recordando o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa Nuno Krus Abecassis, que teve a ideia de fundar, há 25 anos, a UCCLA, então com a designação de União das Cidades Capitais Luso-Afro-Americo-Asiáticas.
“Krus Abecassis teve um papel preponderante” na criação da UCCLA, sublinhou Jorge Carlos Fonseca, que foi o primeiro Presidente da República a visitar a instituição, razão pela qual foi descerrada uma lápide a assinalar o facto.
“Já tivemos cá primeiros-ministros, mas esta é a primeira visita de um Presidente da República à UCCLA”, enfatizou o secretário-geral da instituição, Miguel Anacoreta Correia, no discurso de recepção ao chefe de Estado cabo-verdiano, na presença, ainda, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
Na ocasião Anacoreta Correia reiterou que a UCCLA pretende ser membro consultivo da CPLP, processo que deverá ser formalizado na próxima Cimeira de Chefes de Estado da CPLP, em Julho, em Maputo.
A UCCLA ofereceu a Jorge Carlos Fonseca um livro dos 25 anos da instituição e outro sobre os 10 anos da independência de Timor-Leste e o dignitário cabo-verdiano ofereceu a Anacoreta Correia uma medalha do Estado cabo-verdiano.
